O seminário “O que esperamos do próximo presidente”, reuniu cerca de 400 participantes na manhã dos dias 10 e 11/03, na sede do Sistema Faeg/Senar. Representantes das Federações do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de autoridades políticas, empresariais e do setor público presenciaram, a mais democrática formação de um plano agropecuário nacional já realizado no País. De Paranaíba estiveram participando do seminários os diretores do Sindicato Rural de Paranaíba, Osmar Modesto, Wilberto Antônio Amaral e José Chaves que junto com representantes de outras regiões entregaram seus pedidos sobre Insegurança Jurídica.
Os temas abordados foram: Política Agrícola, Meio Ambiente, Insegurança Jurídica/Leis Anacrônicas, Alimentos Saudáveis, Processo Tecnológico, Logística, Qualificação Profissional/Educação e Responsabilidade Social.
Segundo a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a senadora Kátia Abreu, disse que não se trata de uma “listinha”. Ela ressalta que esse é um trabalho de alto nível, com propostas sérias consolidadas na realidade do produtor.
O presidente da Famasul- Federação da Agricultura e Pecuária MS e vice-presidente de Finanças da CNA - (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), Ademar Silva Júnior disse que essa será a primeira proposta governamental produzida pela classe agropecuária brasileira que parte das bases. Ele diz que a agricultura brasileira se desenvolveu não por apoio do governo, mas por empenho da classe produtora brasileira.
As pautas do Centro-Oeste assim como as das demais regiões serão encaminhadas para os presidentes dos partidos políticos e em seguida aos candidatos a presidência da República. De acordo com Kátia Abreu, a CNA e os produtores poderão até apoiar publicamente um candidato, desde que ele se comprometa em atender as propostas do seguimento agropecuário.
Rodada de propostas
O seminário é uma realização da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em conjunto com as federações estaduais, e tem como principal objetivo reunir sugestões do setor produtivo rural. Elas servirão de base para a formação de uma proposta nacional que será entregue ao futuro presidente do Brasil.
O mesmo encontro será promovido em todas as regiões do País. O seminário já foi realizado na Bahia e congregou todas as federações do Nordeste. No Tocantins, ocorreu o encontro das federações do Norte. Goiás está sendo o terceiro Estado a sediar o evento.
Nas colocações dos participantes, há muitas preocupações quanto à situação atual da agropecuária, como também gargalos que atrapalham o desenvolvimento do setor. Um dos assuntos bastante discutido foi política agrícola. Nas questões apresentadas, renda rural segura com a implantação de novos mecanismos de financiamento e abertura de novos mercados; e questões tributárias foram propostas pelo grupo.
No que diz respeito à logística, deficiências nas rodovias (principal modal de escoamento da produção), baixos investimentos em ferrovias e hidrovias ainda são obstáculos que oneram o produtor rural. Uma das soluções, segundo o grupo responsável pelo tema, seria agilidade e eficiência na liberação e execução dos recursos para infra-estrutura e logística, como também incrementar os programas de parceria público-privado.
Preocupações
Quanto ao meio ambiente uma preocupação do produtor rural é se adequar à legislação ambiental, porém, para que isto ocorra mudanças devem ser feitas. Uma das propostas é o respeito das especificidades de cada bioma, como, por exemplo, criar normas específicas para legislar e atender as peculiaridades do bioma Cerrado. Outra demanda levantada é a simplificação, descentralização e agilidade na emissão das licenças ambientais.
No campo social, a qualificação profissional para o setor rural ainda é deficitária. A proposta seria criar políticas de modernização do ensino fundamental e o técnico de nível médio e o fortalecimento de programas de extensão rural com finalidade educativa. Uma política diferenciada para professores que atuam com o meio rural, qualificação, remuneração e aperfeiçoamento estimulado seria uma alternativa para melhorar a educação no meio rural.
DA ASSESSORIA
Sindicato Rural de Paranaíba
Silvana Machado
(67) 81468123