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Frigoríficos brasileiros priorizam a China, reduzindo embarques de carne bovina ao mundo árabe.

Países árabes reduziram em 30% compras de carne bovina brasileira nos cinco primeiros meses de 2020.
Por: 
Portal DBO
23/06/2020

As exportações do agronegócio brasileiro para países árabes recuaram 8% em valor e 3% em volume de janeiro a maio, pressionadas pela queda no comércio de carnes, informou nesta segunda-feira a agência Reuters, com base em dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Segundo a Reuters, a China surge como uma opção mais competitiva aos frigoríficos de bovinos, em detrimento do mercado árabe. “O Brasil está exportando cada dia mais carne bovina para a China por causa dos preços que estão sendo praticados lá. Isso mexe (com a oferta) para o mundo árabe, não tem jeito”, disse à Reuters o secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour.

Para justificar os preços mais elevados pagos pelos chineses, Mansour acredita que “sem dúvida” a China está comprando mais para formar estoques. Segundo ele, somente na área de bovino há esta competição direta, considerando a cesta de produtos que o agronegócio brasileiro comercializa para o mundo árabe, em linha com os preceitos halal.

 

De acordo com informações da Reuters, o Brasil exportou 5,48 milhões de toneladas em produtos agropecuários aos árabes nos cinco primeiros meses do ano, ante 5,65 milhões de toneladas adquiridos em igual período de 2019. Somente em carne bovina o recuo foi de 30% no período, para 108 mil toneladas, de acordo com os dados da câmara, enquanto no segmento “aves” as vendas de carne e miúdos caíram 2,6% de janeiro a maio, para 616 mil toneladas, mas baixaram 11,5% em valor, para 904 milhões de dólares. A exportação de gado vivo também recuou, 42%.

Por sua vez, diz a Reuters, os embarques de açúcar e soja cresceram 20,8% e 71,4%, respectivamente, mas não foram suficientes para compensar as perdas deixadas pelo setor de proteína animal.

Dados do Ministério da Agricultura indicam que, nos cinco primeiros meses do ano, as exportações de carne bovina do Brasil para a China saltaram 128%, de 126 mil toneladas para 287,4 mil (Reuters).