
Legenda: Toninho Apreia, presidente e organizador da Taça Transitória Mangalarga
| 48ª Expopar vai sediar Taça Transitória da raça de eqüinos Mangalarga
Já está confirmada a Taça Transitória Mangalarga a nível nacional que será realizada em Paranaíba durante a 48ª Expopar que acontece de 1º a 11 de julho. Para a realização da mesma está sendo construídos no Parque de Exposições “Daniel Martins Ferreira”, mais 9 baias para abrigar os cavalos participantes. Elas serão somadas as 53 que já estão construídas, totalizando as 62 baias que serão necessárias para abrigar os cavalos com mais conforto. Segundo o Presidente da Comissão e organizador da exposição de eqüinos, Antônio Eduardo Apréia, “a construção destas baias já estava sendo necessária desde a exposição passada, então agora com a vinda desta taça transitória para nossa 48ª Expopar não teríamos espaço suficientes para abrigar estes animais. O alicerce já está pronto e a construção será finalizada em tempo hábil para a realização do vento”.
Já estão sendo providenciados os troféus, camisetas e juizes para a competição. .A entrada dos animais vai acontecer nos dias 01 e 02 de julho, e o julgamento será nos dias 03 e 04. Segundo Toninho Apréia, “a responsabilidade de nomear os jurados para as exposições oficiais é única e exclusivamente do Colégio dos Jurados da Raça Mangalarga. Porém os organizadores poderão sugerir os nomes ao Colégio de Jurados da Raça Mangalarga que aprovará ou não os nomes pleiteados e somente após a aprovação dos nomes os organizadores poderão entrar em contato com o jurado e convidá-lo para julgar a referida exposição. Esta medida vem sendo tomada para organizar e também para padronizar os eventos oficiais da Raça Mangalarga”, explicou o presidente da comissão.
Ele também disse que “ está fazendo contato via telefone com estes criadores de Mangalarga convidando-os para participarem da exposição”. Maiores detalhes sobre a raça e eventos relacionados podem ser obtidos no site http://cavalomangalarga.com.br.
O presidente do Sindicato Rural de Paranaíba, Manoel Bertoldo Neto (Neco), dissse que “está muito satisfeito em receber este ano aqui em Paranaíba esta Taça Transitória Nacional. Isso pela importância da mesma entre os criadores da raça de eqüinos Mangalarga. Até o início da nossa exposição estaremos com tudo organizado para a realização da mesma”, finalizou o presidente.
Histórico do Cavalo Mangalarga
O cavalo Mangalarga teve sua origem no cavalo da Península Ibérica. Os cavalos trazidos pelos colonizadores do Brasil eram das raças Alter e Andaluz.
Com a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil, foram também trazidos os melhores espécimes da Coudelaria Real de Alter do Chão, fato que desempenhou papel decisivo na formação da raça, pois os reprodutores trazidos nesta viagem, assim como seus descendentes foram muito utilizados pelos criadores da época para o melhoramento de seus rebanhos.
Como esses criadores procuravam animais para o trabalho nas fazendas (lida com o gado) e para o esporte (na época, a caçada do veado), desenvolveu-se uma raça dotada de qualidades imprescindíveis a tais finalidades, como:
- bons andamentos;
- resistência;
- docilidade e nobreza de caráter.
Além disso, foram feitos cruzamentos com as raças Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-Árabe e American Saddle Horse.
Assim sendo, desde a sua origem, o cavalo Mangalarga foi selecionado como animal de trabalho (lida com o gado) e esporte (na época, a caçada de veado).
Com a fundação, em 1934, da Associação de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, que posteriormente passou a chamar-se Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, foi delegada à mesma, por ato do Ministério da Agricultura, a atribuição de efetuar o registro genealógico da raça, dentro de um padrão existente na época, baseado na elite dos animais existentes. Nas instruções para Registro Genealógico organizadas pelo Conselho Técnico daquela época, em seu artigo 7º dizia: “O cavalo Mangalarga, à medida que for melhorado, adquirirá formas mais harmoniosa no seu conjunto, desenvolvendo-se seus atributos de resistência e agilidade, de maneira a torná-lo um animal de sela por excelência, onde a qualidade seja aproveitada nos trabalhos de campo e nos esportes".
Desde então, a ABCCRM vem imprimindo orientações para o melhoramento e seleção de Mangalarga, objetivando-se enquadrá-lo no conceito atual do moderno cavalo de trabalho e esporte, mantendo-se as características peculiares à Raça, principalmente no que se refere ao seu andamento característico, a marcha trotada.
Definimos o Mangalarga como um cavalo de sela por excelência, com finalidades definidas (trabalho e esporte). Vale ressaltar que, na apreciação de um cavalo de sela, independentemente da raça, é necessário que se procurem umas tantas qualidades que são indispensáveis à finalidade. Assim, nos baseamos no chamado Modelo Universal do Cavalo de Sela.
É importante lembrar que a conformação considerada academicamente correta para o cavalo de sela representa a adaptação natural deste animal, durante milhares de anos, ao trabalho e desempenho que se exigiram dele.
Vale ressaltar que, embora sujeita as pequenas variações de acordo com a finalidade específica de cada raça, é com base nesta conformação ideal que hoje se promovem as seleções das diversas raças eqüinas, indistintamente, em todos os países.
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