Previsão é do BNDES. Presidente da instituição diz que governo já mapeou US$1 trilhão
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse dia 23/02 que os investimentos devem chegar a US$2 trilhões entre 2011 e 2014 no Brasil, o que representaria 23% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no período. Desse total, US$1 trilhão já foi mapeado pelo governo.
— A crise econômica de 2008 e 2009 afetou um pouco os planos de investimentos, mas esses planos se recuperaram rapidamente — afirmou ele, na abertura do 1º Fórum do Mercado de Capitais Brasil-China, promovido pela BM&FBovespa.;
Durante palestra a investidores chineses, o presidente do BNDES afirmou que o governo está atento à alta dos preços e não aceitará que a inflação ameace o regime de metas. Para ele, é preciso desacelerar o consumo, ao mesmo tempo em que são incentivados os investimentos em setores de base.
— Há uma determinação para assegurar a convergência para a meta central nos próximos anos. Para isso, é preciso desacelerar o consumo e os gastos do governo, ao mesmo tempo em que se mantenham os investimentos — disse Coutinho.
Coutinho: mercado de capitais precisa ganhar mais espaço
Ele explicou que o governo tem buscado conter a apreciação da taxa de câmbio — que “chegou ao limite do desconforto” — e que o objetivo é sustentar o crescimento saudável da economia. O desafio, afirmou o presidente do BNDES, é expandir os investimentos na área de petróleo e gás, energia elétrica, logística, construção habitacional e agronegócio.
O fórum reuniu investidores da BM&FBovespa; e da Bolsa de Xangai. Coutinho disse aos investidores que a parcela de financiamento de longo prazo suprida pelo mercado de capitais precisa aumentar para permitir que o BNDES possa reduzir sua participação no fomento.
— O Brasil tem uma bolsa de valores com capitalização importante. É líquida, sofisticada e permite que o investidor estrangeiro aplique com segurança. O governo tem se empenhado em estimular este mercado — afirmou.
Na última segunda-feira, a BM&FBovespa; assinou um acordo preliminar para troca de informações técnicas com a Bolsa de Xangai. A parceria foi anunciada logo depois da informação de que a Bats Global Markets, a terceira maior operadora de ações dos Estados Unidos, estaria disposta a abrir uma plataforma de negociação no Brasil, em associação com a brasileira Claritas.